Abraçou-me, cheirou meu pescoço, apertou minha cintura poderia parecer só encanto, mas juro, era só espanto na minha alma e peito.
Todo mundo sabe, que depois do amanhã, vem outra manhã e assim até o fim do mundo, na verdade foi assim para todos até o dia de sua morte. Mas quando se sofre, parece que acontece um bloqueio matemático, nesses casos se pensa apenas no ontem ou no presente que parece ser tão longo, que é impossível avistar o amanhã ou o depois de amanhã.
Acontece que a pele também tem memória e enquanto isso abstraio as trocas de farpas elaboradas pela linda boca, a dele, e nessa fervura de pensamentos fico com as melhores recordações sexuais que a porcaria desse meu corpo e mente são incapazes de selecionar, realmente isso é que o deveria ter jogado fora, coração mal criado que emana repetidamente a imagem daquele beijo e da transa, da entrega, do amor e agora muito medo.
Novamente essa fervura de sentimentos trouxe outros ventos, não os de ontem, que era ares de gente apaixonada e quase que entregue, agora o vento sopra veneno de muita insegurança, um pouco de vingança e um vento escroto de jogo.
Observo a paisagem, sai um homem para o trabalho, saem dois, saem três, saem centenas de pessoas, e observem, essas mesmas pessoas que saem são as mesmas pessoas que já pensam em sua volta. Ontem havia uma roseira no canto daquela sala e hoje percebo a sua ausência, desejo agora acariciá-la, mas ela não esta aqui. Observe, sinta meus olhos azuis, é bem claro menino, EU-TE-QUERO-DE-VOLTA e agora é sem medo, do tipo jogo pra valer, viu?
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