sexta-feira, 13 de abril de 2012
Das ondas do mar
Pedi a ele que ousasse em sua paciência, embora estivesse precisando receber muito amor, talvez não fosse o momento exato. Não estava conseguindo comprometer um amor cotidiano. Talvez não seja questão de conseguir o não. Era mais complexo. Eu não queria. Na verdade eu não quero. Mesmo assim o moço insistiu e me fez um convite do qual aceitei com muito agrado. Levou-me ao mar. Sentamos na areia fria. Meu coração foi entrando em um ritmo monocromático junto as ondas. Era Copacabana. Era lua. Era noite. Enquanto as ondas carregavam toda a minha gastrite nervosa, ele docemente acariciava meus cabelos. Dizia amar o tom claro deles. Não parecia ser algo de sexo. Não parecia um carinho para um tesão maior. Ele só queria me dar carinho e eu até mesmo sem perceber fui capaz de receber aquele carinho com toda a sua forma e beleza. Foi quando olhou para mim e quis me namorar. Novamente repito, em um tom sem sexo. Em um tom de me querer para si. Fiquei em silêncio. Fiquei em silêncio. (...) Nunca mais respondi. Nunca sei quando é a hora. Nunca fui boa para entender os momento do fim. Ainda mais agora... não quero um começo. Não quero ninguém. Que egoísmo esse.
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