Todas as horas dos relógios do mundo não importavam. Nem todas as marcações de tempo. Nem todas as temperaturas e previsões. Não importava o fato de ser sábado, domingo, segunda ou quinta-feira. Eu sofria como um gato que engole todo seu pelo e cospe necessitando de um alívio. Os olhos estavam quentes. Eram olhos de quem não soube amar a quem mais amou. Eram sentimentos de fracasso, de pena de si, de saudades e de muita responsabilidade por tudo. Sempre se justificou dos seus atos. Sempre soube que jamais havia agido por maldade, foram erros de uma menina coberta de imaturidade, dos seus apenas 20 anos. Espera sentada que a vida a perdoe, assim como espera agora que o mundo acalme e sare seu próprio coração, que introduziu-se dentro de si, mas ainda mantem muita coragem, pois coragem sim, sempre foi a sua arma para vida. Mas mesmo com todo o reconhecimento de todas as besteiras já realizadas, insiste em demostrar sua força, a adrenalina que borbulha em seu sangue parece incontrolável. Afinal, tudo parece que realmente não terá volta, esse seu amor por quem tanto errou mas por quem tanto lhe ensinou, acaba de se jogar em uma outra história, uma outra mulher que ainda não tem nome, mas apelidada secretamente de vaca, passa a passar pelo momentos felizes, possui a oportunidade neste momento de amá-lo, bem como tem como direito começar uma história do zero, eu perdi essa chance. Mas também é impossível aceitar que uma outra mulher possa ter esse direito. Não, não possui. Quando se sente que uma pessoa nasceu para você, qualquer outro que passe a usufruir desta pessoa parece ser um estranho, um abusado sem direitos. Com todas as minhas falhas e faltas e erros eu amei esse homem e o deixei ser o mais importante e merecedor do meu coração.
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